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Águas minerais são aquelas
provenientes de fontes naturais ou de fontes artificialmente
captadas que possuam composição química
ou propriedades físicas ou físico-químicas
distintas das águas comuns, com características
que lhes confiram uma ação medicamentosa.”
Código
de Águas Minerais – Decreto-lei 7.841, de 08/08/1945
Portanto,
além de saciar a sede e hitratar o corpo, ás
águas minerais oferecem grande contribuição
à saúde. As propriedades terapêuticas
das águas minerais são conhecidas desde a Antiquidade.
Mas os primeiros estudos científicos sobre a Hidroterapia
(cura pelas águas) só começaram a ser
documentados a partir de 1604, quando Henrique IV promulgou
na França a primeira legislação sobre
águas minerais. Desde então, e até nossos
dias, a cura pelas águas se consolidou em todo o mundo
como um dos ramos auxiliares da medicina com a denominação
de Crenoterapia, termo que vem do grego crenos, que significa
fonte.
Água
e beleza
Genericamente,
toda água mineral traz benefícios à saúde
e à beleza.Além de repor energias e favorecer
o funcionamento adquado de músculos e nervos, tem efeitos
benéficos especialmente para a pele, por hidratar e
eliminar as toxinas resultantes da queima das células.
Em função disso, há dermatologistas que
indicam água mineral também para a higiene do
rosto e do corpo (e até dos cabelos), assim como para
minimizar os efeitos de manchas provocadas pelo sol.
Presente
em grande proporção no organismo, a água
participa e favorece todas as funções fisiológicas,
sendo fundamental, portanto, a permanente hidratação
do corpo. Até a queima de gorduras é decorrente
da ação da água.
A
sede
É
muito importante observar que não se deve esperar pela
sede para então consumir água. A sede é
um sintoma de desidratação, o que significa
que o organismo já está em débito.
Quando a falta de água chega próxima a 1% do
peso corporal, desencadeia-se no organismo um sistema de alarme
sobre o perigo da desidratação: os rins reduzem
drasticamente a produção de urina, ao mesmo
tempo em que a água contida no corpo é redistribuída,
fluindo para órgãos onde ela é essencial
para manter as funções vitais, como o coração,
o cérebro e os pulmões. Uma das regiões
de onde a água começa a desaparecer ao primeiro
sinal de desidratação é a mucosa bucal.
Daí a sensação de boca seca quando sentimos
sede. Vale observar que o organismo está constantemente
perdendo água. Só com a transpiração,
a urina e a evacuação , perde-se 1,5 litro por
dia. Recomenda-se, portanto, o consumo de 2 litros de água
por dia, dependendo da necessidade de hidratação
de cada pessoa. É certo, por exemplo, que desportistas
precisam de maiores quantidades.
Outros
benefícios
Entre
60 e 70% do nosso organismo são compostos de água.
Órgãos como os rins chegam a ter 83% de água,
enquanto o coração, o pulmão e o sangue
ficam com algo em torno de 80%. Ou seja, a função
vital de muitos órgãos depende da quantidade
de água no organismo.
Por
isso, a água é essencial à vida. Saciar
a sede é o primeiro instinto de sobrevivência,
muito acima da satisfação da fome. Se uma pessoa
pode passar até dois meses sem ingerir alimentos sólidos,
não suportaria mais de 48 horas sem consumidor líquido
sob pena de sérios riscos à saúde. A
perda de 15 a 20% da água do organismo pode levar a
pessoa à morte por uremia, que é a intoxicação
do sangue.
A
água é igualmente importante para a digestão,
para regular a temperatura do corpo, para assegurar a saúde
dos rins, da bexiga e da próstata e para a absorção
de oxigênio pelos pulmões. Atua também
como lubrificante nos olhos e entre os ossos e tem fundamental
participação na atividade cerebral e no funcionamento
do sistema nervoso.
Na
gastronomia
Modernamente,
a água mineral tem sido muito utilizada na preparação
de coquetéis, pratos e sobremesas. Segundo especialistas,
a água mineral ressalta os sabores dos alimentos, favorecendo
o paladar e contribuindo para o crescimento e a consistência
de pães, bolos e doces. Para bebidas consumidas on
the rocks recomenda-se que o gelo seja feito com água
mineral, já que o cloro e outros elementos químicos
utilizados no tratamento da água comum podem alterar
o sabor de, por exemplo, um legítimo scotch whisky
12 anos.
Fonte:
(revista Água&Vida)
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